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01 de Maio | Um dia de luta, memória e respeito aos aposentados

  • Foto do escritor: David Paiva
    David Paiva
  • 1 de mai. de 2025
  • 3 min de leitura

O dia 1º de maio é mais do que um simples feriado. É uma data carregada de história, de conquistas e, principalmente, de luta. Conhecido mundialmente como o Dia do Trabalhador, esse dia surgiu para lembrar a importância da classe trabalhadora na construção das sociedades modernas. No Brasil, a data é marcada por mobilizações, reflexões e homenagens aos homens e mulheres que dedicaram suas vidas ao trabalho, muitas vezes enfrentando jornadas longas, baixos salários e falta de direitos. Mas, entre todos os trabalhadores, há um grupo que não pode ser esquecido nessa data: os aposentados.


A história do 1º de maio tem origem em um episódio de resistência. Em 1886, nos Estados Unidos, trabalhadores de Chicago iniciaram uma greve para reivindicar a jornada de 8 horas diárias — um direito que hoje parece básico, mas que só foi conquistado com muita luta. A repressão foi violenta. No dia 4 de maio, durante uma manifestação, a polícia abriu fogo contra os trabalhadores. Alguns morreram, outros foram presos e líderes foram condenados à morte. A tragédia ficou conhecida como o “Massacre de Haymarket” e deu origem à data que passou a ser celebrada mundialmente como o Dia do Trabalhador.


No Brasil, o 1º de maio ganhou força durante o século XX, especialmente com o crescimento dos sindicatos e a conquista de direitos importantes como a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 1943. Desde então, essa data tem sido um momento simbólico para reafirmar a importância da valorização do trabalho e da dignidade de quem produz a riqueza do país.


No entanto, enquanto falamos do presente e das lutas atuais, é fundamental olhar para o passado com respeito. E quem representa esse passado são os aposentados. Pessoas que dedicaram décadas ao trabalho, construindo empresas, cidades e famílias. Gente que carregou nas costas o peso do desenvolvimento e que, hoje, merece mais do que homenagens: merece reconhecimento, cuidado e direitos preservados.


Os aposentados não são parte do passado. Eles são parte viva da nossa história e ainda têm muito a contribuir com a sociedade. São memória viva das transformações do mundo do trabalho. Muitos viveram períodos duros, como o tempo sem carteira assinada, sem férias, sem 13º. Outros foram protagonistas em grandes mobilizações que resultaram em direitos que hoje parecem naturais. Cada direito conquistado teve o suor de muitos que hoje estão aposentados.


Infelizmente, não é raro que os aposentados sejam esquecidos em meio aos debates sobre o trabalho. Propostas de reformas que cortam direitos, aposentadorias que mal cobrem os custos básicos do mês, falta de acesso à saúde de qualidade e ao lazer. O que deveria ser uma fase de descanso e reconhecimento, muitas vezes é marcada pela preocupação e pelas dificuldades.


Por isso, neste 1º de maio, o SINAESP levanta a voz em nome dos aposentados, pensionistas e idosos. Reafirmamos nosso compromisso com a defesa dos seus direitos, com a valorização da sua trajetória e com a construção de políticas públicas que respeitem quem tanto fez por este país. Não há futuro sem passado. E não há conquista sem memória.

Nosso papel como sindicato é garantir que os aposentados sejam lembrados, respeitados e ouvidos. Lutar por reajustes justos, por melhores condições de vida, por acesso à cultura, à saúde, à segurança e à inclusão social. O 1º de maio é também o dia de quem já trabalhou, de quem já lutou, de quem não pode mais estar nas ruas, mas segue sendo parte dessa história.


Neste Dia do Trabalhador, vamos celebrar, sim. Mas acima de tudo, vamos lembrar. Lembrar que por trás de cada conquista trabalhista, há histórias de luta e de coragem. E muitas dessas histórias são de aposentados que, mesmo longe dos holofotes, fizeram a diferença.


A todos os trabalhadores e trabalhadoras, ativos ou aposentados, o nosso reconhecimento. Que este 1º de maio nos inspire a seguir lutando por uma sociedade mais justa, mais humana e mais solidária.


SINAESP, sempre presente!

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